domingo, 23 de maio de 2010

Superficial

Massageando sonhos
desvendando incógnitas dos pingos da chuva.
Misteriosos e dispersos
raios de luz das ideias sem acentos
dos ideais sem cabimento
frases sem palavras
e palavras sem letras.


As moças disputam entre si
o calor dos opostos que lhes
vendem o desejo,
acaba-se a satisfação e permanece
a loucura da vida boêmia e sem sentido.


Lá do alto se escolhe
a miséria da solidão.
Esbanja-se figuras abstratas
das bolotas de nuvens,
E finaliza-se e fecha-se
a razão arrependida.




Rafaela Proença

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